Escritos
Coisas do arco-da-nova


domingo, maio 23, 2004  

É como somos, tu e eu
pedaços de nada em plenitude,
ilhas separadas por um mar
de enganos, em desespero
e saudade que não acaba nunca.

É o que somos, tu eu eu
esmagados pela falta de sentido
que as coisas todas não fazem
nunca, sempre, às vezes
ou apenas quando te abraço.

É porque somos, tu eu eu
sem já mais infinito nem distância
nem lógica nem sequer audácia,
tu e eu juntos no vazio escuro,
como gémeos de mães diferentes.

enviado por C | 2:22 da tarde
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